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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Se tem uma coisa que nos identifica é o sangue! (if it has something that unite us; is the blood!)

Poxa vida, como não comprar a nova camiseta do Internacional.


Até quem não gosta do D´alessandro ou não é colorado achou legal o que viu hoje. MAS eu sou colorado!
Então eu não gostei! EU ADOREI!


Porra! Que fantástico!


Além da Nike fechar como nova patrocinadora oficial do time campeão de tudo, a mesmo junto com o departamento de marketing fez o lançamento da nova camiseta colorada em uma embalagem pra lá de especial.


Qual é o colorado que vai ficar sem?
Eu já estou encomendando pra família toda!


Me permitam as leis de direito autoral reproduzir aqui o texto dos anúncios que encheram as páginas dos jornais e revistas hoje aqui no sul!


"Se tem uma coisa
que nos identifica é o sangue,
Sangue é o que faz o coração bater.
É o que nos mantém vivos,
O sangue carrega nossa história,
cada conquista, cada lágrima,
cada TAÇA está ali.
E taças não faltam para quem
é campeão de tudo.
É um tipo de sangue
que dá orgulho de ter nas veias,
que fica mais forte a cada geração,
um sangue mais que vermelho,
UM SANGUE COLORADO."

Poxa vida! Estou orgulhos demais de ser torcedor deste time! Se foi o que queriam que eu sentisse! Conseguiram! Parabéns! Excelente!

Pra quem está curioso segue a embalagem da nova camiseta colorada, e um dos anúncios da nova campanha do time campeão de tudo.







segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O ídolo e a torcida

No dia 16 de janeiro em uma segunda-feira a tarde acabei matando serviço na minha agência e na companhia de meu irmão, minha cunhada e meu pai, fomos assistir o treinamento do Internacional que estava fazendo pré-temporada na cidade de Gramado, distante 35km (meia hora de viagem) da minha cidade.


Ali perto dos jogadores do Inter, assistimos um treino descontraído, e ficamos pertinho daqueles que defendem a camisa a qual amamos. Tinha gente gritando, chorando, torcendo, vibrando. Do outro lado do aramado, os jogadores em sua rotina de trabalho, olhavam de relance aos apelos dos torcedores que imploravam por autógrafos.


Concentrados no trabalho, a maioria tentava ignorar os mesmos, mas volta e meia lançava um aceno. Quase ao final do treino, um dos jogadores cedeu a torcida, e veio correndo para o fundo de uma goleira, posar pra fotos e assinar alguns pequenos papeis, e camisetas distribuindo seu autógrafo. O treino não havia acabado, mas ali estava ele ao fundo do campo, já com uma pequena multidão que se aglomerou. Eu estava entre eles. De longe tirei uma foto, daquele que é o maior idolo do Internacional, atualmente: D´Alessandro.


O treino seguiu, e depois houve mais distribuição de autógrafos, desta vez com a participação de mais jogadores. Acompanhando de longe ouvi um colega colorado perguntar: "E a libertadores Dale, ganhamos?" "Vamos torcer que sim." Respondeu o argentino.


Mal sabia eu, que a frase do argentino acenderia um clamor não visto no Rio Grande do Sul desde 1969 quando Figueroa, nos deixou para seguir carreira. No dia seguinte, o clube chinês Shanghai Shenhua, surpreendeu os colorados, pois havia feito uma proposta para nosso ídolo argentino. R$ 1.000.000,00/mês, era a proposta salarial oferecida ao nosso maior craque. 


Uma proposta que todo colorado sabia, que dificilmente o clube iria conseguir cobrir, e que sabiamos dificilmente o jogador se recusaria. Quando o Internacional estreiou no campeonato Gaúcho deste ano, o nome do jogador que ecoou no estádio, não foi o de nenhum em campo. Poupado para jogar o primeiro jogo da Pré-libertadores, D´Alessandro ficou sabendo da manifestação em casa. As vozes dos colorados de todo o Rio Grande do Sul se uniram em um apelo: "Fica D´Alessandro!". Era um coro, um hino, um clamor, um pedido, vindos da voz de todo colorado.


Quando o argentino em meio a negociação dava ares de despedida em suas entrevistas e manifestações, se reencontrou com a torcida no jogo contra o Once Caldas na última quarta-feira, sequer imaginava o que representava para a nação colorado. Ele sabia que era um idólo sim, sabia que era importante para o grupo, se conhecia como jogador, e julgava que conhecia a torcida. Mas quando seu nome foi anúnciado no auto-falantes do estádio, nenhum outro nome se ouviu depois.


O coro, o hino, o clamor, o pedido, vindos da voz de todo colorado, se fez ouvir frente a frente a pessoa que o era direcionado. O argentino manteve a compostura durante toda a partida, e fez o que sabe fazer melhor, jogou bola. Jogou a bola da despedida. Fez um jogo magnifico. Não foi a melhor atuação do colorado, nem a melhor de D´Alessandro. Mas foi uma bela atuação. Ao final aplausos de ambos os lados e o coro, o hino, o clamor, o pedido, que se prolongava, fez-se ouvir até a casa do jogador.

No final de semana, quando o coro, o hino, o clamor, o pedido, parecia se extinguir, veio a noticia. D´Alessandro fica. Houve um aumento salarial que nem perto cobre a proposta chinesa. Houve conversas entre dirigentes, e principalmente com Fernandão, grande ídolo do clube, jogador vencedor dos maiores títulos do mesmo, que em sua despedida, não teve nada nem parecido com o que se fez pelo argentino. Mas ele, em nome e com a direção do clube se doaram para deixar o argentino no Rio Grande do Sul, junto com a nação colorada.

O argentino disse em seu agradecimento twitter, em suas entrevistas, que ele nunca havia sonhado que um dia em sua vida, teria seu nome ovacionado assim, que tantas pessoas lhe dedicariam tamanho carinho, a ele e a sua família. Disse que não se imaginava em outra cidade no mundo, mais feliz do que estaria aqui, e após uma boa negociação, onde longe da hipocresia, houve sim valores, mas principalmente calor humano, D´Alessandro ficou no Internacional.

A maior contratação do time vermelho este veio de dentro dos portões do Beira-Rio. O argentino mostrou algo que o santista Neymar mostrou ao mundo recentemente. O dinheiro não é tudo nas negociações. É importante? Claro que é. Mas não é tudo.

Eu em vida, nunca vi, presenciei ou sequer tenho a menor lembrança de fato parecido ter acontecido no Beira-Rio. Diz meu pai, que nem com Falcão teve isto, e me lembro nem Fernandão teve o mesmo. O argentino não tem os títulos de Fernandão, nem o reconhecimento de sua nação como Falcão o teve, mas D´Alessandro, tem o reconhecimento, a admiração e a paixão dos colorados, impregnados em seu futebol, nos dribles de La Boba, no seu temperamento abrasivo, no seu apelido de "cabeção". 

A primeira conquista do ano do Internacional em 2012, não se travou dentro dos campos. Ela se travou entre os corações de ídolo e torcida. D´Alessandro figura atualmente fácil, fácil entre os 10 jogadores mais importantes da história do clube, e sinceramente, na parte de cima da lista.

coro, o hino, o clamor, o pedido da torcida foi ouvido pelo ídolo.
Ele, não resistindo aos apelos, se aproximou da torcida novamente para dizer que ficava.
Se repetindo, ele novamente atendeu a torcida, como naquele dia em Gramado.

Obrigado D´Alessandro

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Campeão de Tudo (Champion of All)

Faz um tempão que eu estou querendo escrever aqui sobre o meu time do coração; o Internacional.
Pra não mentir desde que iniciei meu Blog de Miniaturas, final de novembro passado.
Mas ao mesmo tempo em que iniciei o meu Blog, meu time acabou fazendo algumas coisas das quais não me orgulhei. Perdeu um campeonato Mundial no final de 2010, não fez um grande campeonato Gaúcho embora o tenha vencido, e sua direção maestrou um grande fiasco de administração até inicio de agosto. Contratou o maior ídolo do clube apenas para relegá-lo logo em seguida.
Pior, sem técnico, sem esquema, sem organização, começou a despencar na tabela do Brasileiro, e foi até disputar a Copa Audi junto aos 3 grandes da Europa. E sem absolutamente nada de bom, conseguiu jogando o pior futebol que já vi meu clube jogar, empatar com Barcelona e Milan.
Ouvia-se vaias ao redor de todo o Beira-Rio, onde apenas a direção parecia não ouvir.
Mas de tanto errar parece que no final se acerta.
A direção trouxe um técnico avante; Dorival Júnior.
E Dorival, fez o que há muito não se via no Beira Rio. Organizou, escalou, comandou.
Tirou os talismãs do campo e renovou. Sacou as formações classicamente defensivas e postou um novo Internacional em campo, ofensivo, mais guerreiro, mais avante.
Nesta quarta feira, debaixo de um cobertor deitado no sofá da minha sala, após ter colocado minhas duas filhas na cama, me sentei para ver este novo Internacional. Já o tinha visto contra o Flamengo e havia em muito me agradado.
Mas o que vi na quarta feira, superou minhas expectativas.
Eu observava estupefato, os jogadores colorados, avançarem sem medo, e realizarem jogadas que a muito eu não via. Isto não quer dizer que o Internacional foi melhor que o Independiente.
Não.
Isto quer dizer que o Internacional, foi finalmente este ano; melhor que o Internacional.
Mesmo aos trancos e barrancos, meu time foi grande, não se apequenou e guerreou até o fim, buscando apenas uma vitória elástica de no mínimo 2 gols de diferença, e conseguiu. Venceu o jogo de quarta feira por um 3 x 1.
E que jogo era este?
Era a Recopa.

A decisão entre o Campeão da Libertadores da América e entre o Campeão da Sul Americana.
O adversário; O Independiente. Time aguerrido, vencedor, bravio, de bom futebol e argentino.
A pontuação na Recopa mandou o Internacional para o topo dos melhores da América do Sul. Como atesta o Ranking da Conmebol.
O Ranking baseado nas atuações dos últimos 5 anos, faz com que os times se esforcem ao Máximo para se consagrar.
E o Internacional, O Meu Internacional, desde 2006 conquistou OITO competições Internacionais.

2 x Campeão da Libertadores
Campeão da Sul Americana
Dubai Cup
2 x Campeão da Recopa
Campeão Suruga Bank Cup
Campeão Mundial Fifa

Muitos podem comentar sobre alguns títulos, principalmente os que se ganham realizando poucos jogos. Mas há de se lembrar que para se conseguir este mérito, é necessário ser o melhor de seu Continente, e então colher os beneficios e méritos de poder trilhar o caminho destas competições de alto nível.

Para os amigos que não conhecem o Internacional, deixem-me falar sobre o meu Internacional.

O meu Internacional, não é o melhor time do Brasil no papel, não é o mais querido da mídia, não é o que possui os grandes craques. O meu Internacional é o time que realizou aquilo que municipios, estados, países, tentam. Organizou a casa, pagou as contas, realizou investimentos e criou uma estrutura vencedora. Hoje o Internacional não é o time de maior torcida do país, mas é o time com o maior número de sócios ativos. O Internacional não é o time idolatrado pela mídia nacional, mesmo quando compete em âmbito mundial, vê-se claramente a posição de desprezo por parte da mídia do eixo RJ-SP onde no maior telejornal do pais conseguem fazer referência aos adversários que não conseguem vencer, empatam e são desclassificados frente ao pobre Internacional de Porto Alegre. Foi assim a pauta da matéria do empate entre Milan 2 x 2 Internacional. Quando deveria ter sido: "Internacional, time brasileiro arranca o empate contra o Milan jogando na Europa". Não o Internacional não é o querido da mídia. Mas é o querido da Bola. E ao conquistar mais uma Recopa, mesmo a desagrado, aparece com nota curta pela sua nova conquista.

O meu Internacional não é aquele que é bem pago no sistema de quotas da mídia. Não. Os bem pagos os que recebem só 3 x mais (ou mais) são os do eixo RJ-SP. Ainda assim o meu Internacional é o que mantém as contas em dia.

O meu Internacional não é conhecido mundialmente como um Barcelona, inclusive é tão desconhecido que as maiores gafes são cometidas. É dado um ônibus azul para o clube no mundial Fifa, (quer gafe maior, considerando que azul é a cor do nosso maior arqui-rival no futebol?), é nos anunciarem como Porto Alegre na copa Audi. A Europa tem esta mania, de esquecer e de mal-tratar os sul-americanos. Talvez porque, queiram esquecer o fato, de que se tirarem os Sul-Americanos dentre as fileiras que enchem seus times descubram o quão dependente é seu futebol do nosso continente. Ainda assim, foi sobre o Barcelona que ganhamos nosso título mundial fifa em 2006. É tem razão. Se fosse eles, também iria querer esquecer.

O meu Internacional não é o melhor time do mundo. Mas tem algo a seu favor. Quando se pensa em todas as copas e torneios, todas as competições possiveis nacionais e internacionais que um time pode participar, disputar e ganhar, e quem foi este time que ganhou todas elas, você vai descobrir que existem poucos. Muito poucos.

Mas poucos, mesmo.

O meu Internacional não é o melhor time do mundo, nem o mais querido, nem o mais rico, nem o mais elogiado, nem o mais comentado, nem o de maior torcida, nem o mais conhecido.

Ele só é o Campeão de Tudo.
Ai, ai, tão ruim ser colorado...

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Makes a long time that I'm trying to write here about my soccer team's heart: the Internacional. Not to lie, since I started my Miniatures Blog, late last November. But at the same time I started my blog, my team ended up doing some things I'm not proud. Lost the World Cup final 2010, did not a great Regional championship, even wining it, and its direction realize a big flop administration until early August. It hired the biggest idol of the club only to relegate it soon after. Worse, without a coach, no schedule, no organization, began to plummet in the Brazilian table, and went to play with three greatest Europe teams at Audicup in totally bad shape. And with absolutely nothing good, it played the worst football I've seen my team play, still with all of this bad things it draw with Barcelona and Milan. Boos could be heard all around the Beira-Rio (Internacional Stadium), where only the direction seemed not to hear. But so much seems wrong that in the end hits. The direction brought a new coach; Dorival Júnior. And Dorival, made something we have taken long to see in the Beira Rio: organized, led, all without fear. He took off the talismans of the field and renewed. He drew the classically defensive formations and posted Internacional in a new field; offensive, most warlike, more forward. In this Wednesday, under a blanket lying on the couch in my room, after putting my two daughters to bed, I sat down to see this new Internacional. I had seen him against Flamengo and was greatly pleased me. But what I saw on Wednesday, has surpassed my expectations. I watched bemused, Colorado players (Colorado is the nickname off Internacional fans), forward without fear, and perform moves that I did not see much. This does not mean that the Internacional was better than the Independiente. No. This means that the Internacional, was finally this year, better than the Internacional itself. Even by leaps and bounds, my team was great, it gets narrowed down and fought to the end, just looking for a win elastic with least 2 goals difference, and succeeded. He won the game Wednesday with a 3 x 1 favor scored. What game was this? It was the Cup ReCopa. The decision between the champion of Libertadores da America and between Copa Sulamericana. The opponent, The Independiente. Time embattled winner, tamless, good football and Argentina team. The score in the Recopa sent Internacional to the top of the best teams in South America as evidenced by the ranking of Conmebol. The ranking based on the performances of the last five years, makes teams try your best to consecrate. And the Internacional My Internacional since 2006 has won EIGHT international competitions. 2 x Champion Libertadores South American Champion Dubai Cup 2 x Champion of the Cup Winners' Cup Suruga Bank Cup Champion FIFA World Champion Many can comment on some titles, especially those performing with fewer teams. But we must remember that to achieve this credit, you must be the best of your continent, and then reap the benefits and merits of being able to walk the path of these high level competitions.

 For friends who do not know the Internacional, let me talk about my Internacional. My Internacional is not the best team in the role of Brazil, is not the darling of the media, is not what has the greatest players. My International is the team that has achieved what counties, states, countries try. He organized the house, paid the bills, made investments and created a winning structure. Today the Internacional team is not with the biggest fans of the country, but is the team with the highest number of active members. The International team is not idolized by the national media, even when competing globally, we see clearly the position of discomfort by the media, where the country's largest television news,  refer to opponents who can not win our team, and makes clearly comments about theyr failure, instead to do proud comments about our sucess. International is not the darling of the media. But is the darling of the ball. And by winning another ReCopa, even with disgust, with short note appears on media with his new conquest. My International is not one that is well paid in the quota system of the media. No. Well paid is the only those who receive three times more (or more) from RJ-SP, where the best teams resides. Yet my international is what keeps the bills on time. My International is not known worldwide as a Barcelona, ​​is so unknown that even the biggest blunders are committed. It is given a blue bus to us in the FIFA worldcup (either can have greater blunder, since blue is the color of our biggest arch-rivals in soccer?), Is announced as Porto Alegre soccer team in the Audi Cup - mistaken our city name by our soccer team name. Europe has this habit of forgetting and ill-treat the South Americans. Perhaps because, want to forget the fact that if they take the South Americans from the ranks to fill their teams they discover how dependent is theyr football of our continent. Still, it was over Barcelona that we won our Fifa world title. You're right. If I was they, would also want to forget. My Internacional is not the best team in the world. It is only the champion of everything. When you think of all the cups and tournaments, all possible national and international competitions as a team can participate, compete and win, and who was this team that has won them all, you will find that there are few. Very few. But few, indeed. My International is not the best team in the world or the dearest, not the richest nor the most praised, nor the most talked about, not the largest crowd, nor the best known. It is only the champion of all. Oh, oh, so bad to be Colorado ...